Pular para o conteúdo principal

O Mar além do Meu

(Imagem: Internet)

 

Havia em certo porto, dois barquinhos que eram muito amigos: Carlinho e Titâninho. Eles ficavam parados no cais e, de vez em quando, passeavam por perto. Carlinho era bastante corajoso e um dia resolveu sair para conhecer além do mar que estava acostumado, mas ao chamar Titâninho, ele não quis ir, pois tinha medo de sair para um lugar diferente. Carlinho após tentar convencê-lo e vendo que ele não queria ir resolveu ir sozinho fazer o passeio.

Quando saiu da região que estava acostumado, começou a perceber coisas diferentes. Primeiro o mar era mais azul e a sua cor era mais viva do que a do lugar onde morava. Segundo, viu muitos animais e barcos diferentes, os quais nunca havia visto antes. Os peixes eram coloridos e alguns gigantes como a baleia. No lugar onde vivia não havia tanta vida e o mar era poluído, mas no ambiente que se encontrava agora tudo era diferente e bonito. Depois de ficar um longo tempo comtemplando tudo e de navegar bastante, Carlinho se lembrou de Titâninho e resolveu voltar para chamá-lo para conhecer este novo mundo e perceber que o mundo ia além daquele lugar que estava acostumado.

O pequeno barco voltou e contou sobre a descoberta ao amigo e tentou convencê-lo a ir também, mas Titâninho sentiu medo e achando-se fraco não quis sair do porto e ali permaneceu. Carlinhos ficou aborrecido, mas mesmo assim foi embora. Enquanto ele ia desaparecendo mar adentro, Titâninho o observava e pensava consigo se talvez não estava perdendo uma ótima oportunidade de conhecer algo além do seu mundinho.

        De repente, ele resolveu seguir o amigo e se libertou das amarras que o prendiam e foi atrás de Carlinhos. Ao sair do lugar que estava acostumado, percebeu como havia tanta coisa diferente e como ele teria perdido aquelas maravilhas se não tivesse arriscado. Quando encontrou o amigo, Titâninho comentou sobre como o mar era bem maior e mais belo do que ele achava. Os dois barquinhos continuaram sua navegação conhecendo cada vez mais outros mares.

 Emanuel Tadeu


Palavras-chave: Busca. Comodismo. Libertação. Novidade. Conhecimento.


#omaralémdomeu #mar #barcos #crianças #histórias #utopiadoviver




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Escutatória

(Imagem: do autor)  Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de ideias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o ...

Ressussignificação

  (Imagem da internet) Maria Madalena viu o sepulcro vazio. Concluiu: - roubaram o corpo de Jesus. O discípulo amado viu o sepulcro vazio. Concluiu: - Ele ressuscitou! A mesma situação. Diferentes perspectivas. Dai-me, Senhor, a graça da ressussignificação ! #ressussignificação #ressurreição #ressignificação #neologismo #viver #utopiadoviver

Ralo Invertido

  (Imagens: Arquivo do autor) Ali estava aquele ralo invertido na pia fazendo bem seu papel de ser ralo, porém, invertido. Originalmente foi colocado na posição correta (Ou convencionada assim), mas alguém - diga-se de passagem um criativo brasileiro - o inverteu para escoar mais rápido e continuar cumprindo sua função naquela pia da copa do trabalho. Se na posição correta não cumpriu seu papel, agora o estava fazendo bem melhor.  Na vida é assim também, às vezes algo foi feito para uma dada utilidade, mas por acaso, ideia de alguém ou um erro, fica bem melhor de outra forma. Assim foi, segundo a história, um erro de cálculo que fez Colombo descobrir a América… Um esquecimento que fez um bacteriologista descobrir a Penicilina… A descoberta do marca-passo… Um xarope para dor de cabeça que virou a Coca-Cola… Então, as experiências do erro também são importantes como a dos acertos e nada é necessariamente em vão, descartável! Saibamos admitir e enxergar isso na nossa vida. Se não...