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Cultivando Ipês

  (Imagem da internet)     Tenho cultivado dois pés de Ipê. Como dá trabalho! Se fosse apenas plantar estava bom, mas tem que regar constantemente, expulsar as formigas, perceber se estão se adaptando ao solo e ao clima, afastar a esfomeada Pituca. Daqui uns anos, muitos olharão e admirarão os belos pés de Ipê – pelo menos assim imagino. Talvez fotografarão e pedirão mudas. Dirão: – belos Ipês você tem! Poucos pensarão no trabalho que deu para cultivá-los até chegarem àquele ponto. Quanto tempo gasto! Na nossa existência acontece de modo similar. Não devemos ter inveja dos que estão bem. Ninguém sabe o quanto esforçaram e sofreram para chegar até ali. Nem posso imaginar o trabalho que tiveram para alcançar o lugar que estão. Não preciso ter inveja, nem é saudável. Faço minha parte, alegro-me com os Ipês floridos dos outros, cuido dos meus e acredito profundamente que um dia eles florescerão. Emanuel Tadeu #cultivandoipês #ipês #plantas #existencial #viver #plantando #cult...

Descoberta

(Imagem: internet) Eis que o poeta compreendeu, Depois de longa luta, Constantes quedas, Romantismo de novela,         A partir de uma testemunha: Amar dá mais trabalho que supunha. Emanuel Tadeu #descoberta #existencial #poesiar #utopiadoviver  

Semana Santa Poética

Fonte da imagem: internet  Domingo de Ramos da Paixão do Senhor Ramos espalhados Nas janelas e portões Nas ruelas e avenidas Nas mãos e no coração.   Verde em sua aparência Leva nosso olha além Uma cor tão comum A esperança nos sustém.   O Rei vai passar perto do lar Na estrada defronte a minha janela Vem trazendo esperança Dando cores a nossa tela.   Hosanas ao Rei! Das mãos pequenas da criança Das mãos calejadas do trabalhador Das mãos do povo da Aliança.   Ele vê a todos no caminho Não despreza ninguém em sua história É o dia Santo dos ramos Na grande Semana da vitória.   Ei-lo em nossa porta Caminhando para cruz Deixa-me segui-Lo Ó desconcertante Rei Jesus! Fonte da imagem: internet  Procissão do Encontro Era noite Madrugada Ela saiu apressadamente Desejava encontrar seu filho Nada podia detê-la Quem poderia parar uma mãe em busca do filho? É possível frear o coração materno? ...

Dona Celina

  Com um tercinho nas mãos Sempre de vestido Cabelos brancos e curtos Mãos enrugadas e olhar puro.   Mulher de poucas palavras Talvez por que o tempo já dissera muito Ou simplesmente era seu jeito de ser Silenciava os lábios para falar o coração.   Ali, pequena e silenciosa Quanta coisa havia dentro de seu coração? Quanta experiência vivida em uma única vida? Havia mais ali dentro do que pudéssemos supor.   Passara pelas diversas dificuldades da vida Pobreza, alcoolismo do marido, êxodo rural, morte de filhos... Enfrentara os duros conflitos de nossa humana condição Mas nunca se percebeu um olhar de desânimo.   Juntava os filhos ao seu redor E na oração resolvia os problemas O terço era sua melhor estratégia Rezava, rezava... ainda que tudo parecesse desabar.   Quem a visse ali na sua velhice Poderia não compreender Como tão pequena fisicamente Fosse tão grande de espírito.   Mulher, mãe, vó e...

Pareceres da pandemia

                                                                              (Fonte da imagem: internet ) E de repente o vírus estrangeiro, de morada longínqua, chegou até nós. Veio no silêncio do dia a dia e entrou em nossos municípios, casas e trabalhos... Não pediu licença nem permissão para hospedar-se. Chegou e tomou conta do ambiente. Parecia inofensivo no princípio, muitos não acreditaram em sua virulência. Com o tempo, fomos o conhecendo e percebendo sua intensidade. Curioso que ele, se revelando, revelou muito de nós. Que não somos imunes a tudo, Que o que afeta o outro também me afeta, Que o mundo está interligado, Que ricos também adoecem e morrem, Que a vida é frágil, Que vidas importam, Que a saudade dói, Que a f...

Procissão do Encontro

  (Imagem da internet) Era noite Madrugada Ela saiu apressadamente Desejava encontrar seu filho Nada podia detê-la Quem poderia parar uma mãe em busca do filho? É possível frear o coração materno? Não, nada cessa o amor de mãe Não a impeçam! Deixem-na ir!   Era manhã Véspera de Páscoa Um julgamento injusto O cordeiro para o sacrifício A multidão mentira Ele saiu com a cruz Desejava fazer a vontade do Pai Nada podia detê-lo Quem pode cessar o amor latente do amado? É possível ser infiel a própria essência? Não, não há divisão no amor! Ele caminha para cruz Segue com alta liberdade.   No caminho Sob sol palestinense Na rua da amargura Com poeira e dor Mãe vê filho Filho encontra mãe O rio deságua no mar O coração encontra o Coração Olhares se cruzam O tempo e o eterno Nada a dizer O coração já disse tudo Sentimentos se entrelaçam Adeus! A Deus! Ele segue a via crucis Ela o segue Ele com a cr...

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

  Ramos espalhados Nas janelas e portões Nas ruelas e avenidas Nas mãos e no coração.   Verde em sua aparência Leva nosso olha além Uma cor tão comum A esperança nos sustém.   O Rei vai passar perto do lar Na estrada defronte a minha janela Vem trazendo esperança Dando cores a nossa tela.   Hosanas ao Rei! Das mãos pequenas da criança Das mãos calejadas do trabalhador Das mãos do povo da Aliança.   Ele vê a todos no caminho Não despreza ninguém em sua história É o dia Santo dos ramos Na grande Semana da vitória.   Ei-lo em nossa porta Caminhando para cruz Deixa-me segui-Lo Ó desconcertante Rei Jesus! Emanuel Tadeu #SemanaSanta #SemanaSantapoética #ramos #PaixãodoSenhor #poesiar