Pular para o conteúdo principal

José Fernando

(Imagem da internet) 


Tens o Santo Menino nos braços

Sob a sombra da cruz

Seguras o Divino Infante

Um futuro de sombra e luz.

 

Sorri o jovem rosto

Toca no violão dedilhados

Empresta sua grave voz

Ao som dos santificados.

 

De uma família simples

Sente o dom da vocação

Deseja subir aos altares

Servir ao Deus oblação.

 

Ingressa púbere no Seminário

Com alma extraordinária

A área acadêmica é um peso

Torna-se sua cruz diária.

 

Em meio a tantas alegrias

Segue também com desafio

Compõem uma pequena oração

Pede coragem na resposta ao destino.

 

“Que eu acredite verdadeiramente no seu amor,

Que eu tenha confiança para enfrentar os desafios...”

Reza o nobre adolescente

O vocacionado do Deus Menino.

 

Encontra-se finalmente com seu “Calvário”

No “Gólgota” hospitalar

Sente o peso da enfermidade

Nunca deixou de orar.

 

Depois de tanto sofrimento

Na Exaltação da Santa Cruz

Entrega seu espírito

Ao Santo Menino Jesus.

 

Como entender os planos de Deus

Que a tal alma jovem levou?

Cabe-nos rezar e acreditar

Que o melhor se realizou.

 

Lembra-te de nós,

Leva a Deus nosso pranto.

Se já estás nos Céus,

Ó menino José Fernando.

Emanuel Tadeu

#joséfernando #fé #santidade #jovem #biografia #poesiar #utopiadoviver



Comentários

  1. 😭🙏🏼 Leva a Deus nosso pranto, óh menino José Fernando.
    Uma honra tê-lo conhecido. Merecedor de tal poesia que descreve seus passos com clareza e carinho.

    ResponderExcluir
  2. Uma lagrima nos corre aos olhos.Trisrteza? Nao.Gratidao por sua nobreza e simlpicidade em nos mostrar como se ama a Deus!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ralo Invertido

  (Imagens: Arquivo do autor) Ali estava aquele ralo invertido na pia fazendo bem seu papel de ser ralo, porém, invertido. Originalmente foi colocado na posição correta (Ou convencionada assim), mas alguém - diga-se de passagem um criativo brasileiro - o inverteu para escoar mais rápido e continuar cumprindo sua função naquela pia da copa do trabalho. Se na posição correta não cumpriu seu papel, agora o estava fazendo bem melhor.  Na vida é assim também, às vezes algo foi feito para uma dada utilidade, mas por acaso, ideia de alguém ou um erro, fica bem melhor de outra forma. Assim foi, segundo a história, um erro de cálculo que fez Colombo descobrir a América… Um esquecimento que fez um bacteriologista descobrir a Penicilina… A descoberta do marca-passo… Um xarope para dor de cabeça que virou a Coca-Cola… Então, as experiências do erro também são importantes como a dos acertos e nada é necessariamente em vão, descartável! Saibamos admitir e enxergar isso na nossa vida. Se não...

Ressussignificação

  (Imagem da internet) Maria Madalena viu o sepulcro vazio. Concluiu: - roubaram o corpo de Jesus. O discípulo amado viu o sepulcro vazio. Concluiu: - Ele ressuscitou! A mesma situação. Diferentes perspectivas. Dai-me, Senhor, a graça da ressussignificação ! #ressussignificação #ressurreição #ressignificação #neologismo #viver #utopiadoviver

Escutatória

(Imagem: do autor)  Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de ideias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o ...