Pular para o conteúdo principal

O Ser seminarista


O ser seminarista... Ser seminarista é perceber que Deus pede algo de você e que no início a gente pode se sentir orgulhoso disso e talvez até um pouco vaidoso, às vezes ter muitos receios, mas depois percebe que não é digno de tal chamado, é pura bondade de Deus. Ser seminarista é perceber que estar no Seminário não significa fazer a vontade de Deus, necessariamente, pois isso depende do seu esforço constante de buscar se configurar ao Mestre, em rezar além das horas estabelecidas, dedicar-se na intimidade com Deus. Na verdade, ser seminarista é perceber que Deus, quando chama alguém, deseja, primeiro, que você permaneça com Ele e depois faça as "coisas" d'Ele. Ser seminarista é ficar rezando para que o tempo passe rápido e chegue a etapa da Teologia, mas quando essa chega finalmente, a gente percebe que o tempo passa rápido e você ainda não está preparado plenamente para ser ordenado. Sim, ser seminarista é entender aos poucos que o lado humano da estola sacerdotal é uma costura de potencialidades com limites e que se não trabalharmos em nós nossas grandezas e misérias, quando padre pouca coisa mudará. Na verdade, ser seminarista é entender que o padre que você deseja ser, já é modelado no seu hoje e às vezes com bastante suor. Ser seminarista é perceber que a convivência no Seminário é uma arte que deve ser exercitada a cada dia com esmero e paciência, pois às vezes a vontade é 'estrangular' o irmão de caminhada no bom sentido do termo, se é que existe bom sentido, mas com o tempo se percebe que isolar-se nunca é a melhor opção. Ser seminarista é entender que a rotina pode esfriar sua vocação ou fortalecê-la, depende das suas escolhas diárias. Ser seminarista é perceber, cada dia mais, que se você continua na caminhada vocacional, o maior mérito é de Deus, pois fazemos muito pouco por merecer tal graça e ter contato com aqueles que saíram do processo formativo é salutar para nós mesmos. Enfim, ser seminarista é querer fazer uma opção de doação, de muito amor, de desejar um mundo melhor para todos e um dia alcançar o Céu se assim for da vontade divina. Ser seminarista... O ser seminarista... Eis a nossa questão no momento!

Emanuel Tadeu

#serseminarista #seminarista #vocação #poesiar #utopiadoviver


Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ressussignificação

  (Imagem da internet) Maria Madalena viu o sepulcro vazio. Concluiu: - roubaram o corpo de Jesus. O discípulo amado viu o sepulcro vazio. Concluiu: - Ele ressuscitou! A mesma situação. Diferentes perspectivas. Dai-me, Senhor, a graça da ressussignificação ! #ressussignificação #ressurreição #ressignificação #neologismo #viver #utopiadoviver

Ralo Invertido

  (Imagens: Arquivo do autor) Ali estava aquele ralo invertido na pia fazendo bem seu papel de ser ralo, porém, invertido. Originalmente foi colocado na posição correta (Ou convencionada assim), mas alguém - diga-se de passagem um criativo brasileiro - o inverteu para escoar mais rápido e continuar cumprindo sua função naquela pia da copa do trabalho. Se na posição correta não cumpriu seu papel, agora o estava fazendo bem melhor.  Na vida é assim também, às vezes algo foi feito para uma dada utilidade, mas por acaso, ideia de alguém ou um erro, fica bem melhor de outra forma. Assim foi, segundo a história, um erro de cálculo que fez Colombo descobrir a América… Um esquecimento que fez um bacteriologista descobrir a Penicilina… A descoberta do marca-passo… Um xarope para dor de cabeça que virou a Coca-Cola… Então, as experiências do erro também são importantes como a dos acertos e nada é necessariamente em vão, descartável! Saibamos admitir e enxergar isso na nossa vida. Se não...

Escutatória

(Imagem: do autor)  Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de ideias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o ...