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Um ano de realização da utopia...






O que é uma utopia para se viver?









Realmente o mundo apaga nossos sonhos. Quando erámos crianças, tínhamos tantos sonhos, buscávamos imaginar tantas coisas e em um toque de segundo passávamos de um ponto do planeta ou da galáxia a outro. Como viajávamos em nossos pensamentos, simples objetos se transformavam em tantas coisas. Uma simples vassoura virava um cavalo, um chuchu tornava-se um boizinho ou uma boneca se transformava em gente e virava uma filha muito obediente para as meninas. Quanta coisa bonita! Infelizmente, com a chegada da idade adulta, muita coisa se perde. Não digo que devêssemos ser eternas crianças, mas pelo menos que não a matássemos tão ferozmente. Não falo que deveríamos ter aqueles mesmos comportamentos pueris, mas que pelo menos não perdêssemos a capacidade de sonhar, de buscar algo diferente. Com as responsabilidades vem também um pacote chamado “é hora de acordar”, poucos são aqueles que o recebem e o usam da forma correta, pois a maioria, ao abrir esse embrulho, mata aquela parte dentro de si que sempre diz: vamos tentar de novo! Que tal recomeçar? Afinal, as quedas devem ser vistas como forma de se tornar mais forte, semelhante à vacina diante da doença. O vírus é colocado para ganharmos imunidade e não para nos matar, do mesmo modo, os problemas são para nos fortalecer e não deixar caídos. Talvez me chamem de louco ou utópico demais, mas prefiro sonhar e buscar fazer minha parte, do que viver minha vida como uma máquina programada a sempre repetir as mesmas funções e quando dá problemas se concerta uma peça e volta à mesma rotina. Pode ser uma utopia viver, mas que seja uma utopia para se viver. 


                                                                                                                                Emanuel Tadeu

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