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Abismo da interioridade


Onde estás?

     

  
De todo o ser busco,
Procuro pelo autêntico
Onde estás?

Por que não te encontro?
Onde escondes?
Senhor, Senhor te chamo.

Calo-me, mas continuo a falar,
Tento silenciar, mas grito
Onde estás?

Quero ver-te, tocar-te,
Mas não Ti alcanço
Onde estás?

Por que não Te acho?
Por que não aparece?
Onde estás?

Ah! Como sou fraco.
Ah! Como sou cego.
Como não vejo o que posso ver?

Não és Tu,
mas eu a me esconder
Não és tu,
Mas eu a fugir de Ti.

Perdoa-me
Desculpa-me
Tem pena de mim!

Sou pequeno e limitado,
Fraco e covarde
Sou eu a me esconder de Ti
E não o contrário.

Lá no fundo de mim,
Lá estás a me esperar
E eu a fugir de Ti
Esquecendo-me que na fuga,
Esqueço-me que fugindo de Ti,
Mais fujo de mim mesmo.

Que eu possa encontrar-Te.
Que eu Te encontre sim
Ó Verdade, Ó Origem.
Fundamento de minha existência
E causa da minha essência.

Que eu Te encontre
Que eu me encontre
Assim, encontrarei a verdade eterna.
Assim, encontrarei a autêntica alegria.
Assim, encontrarei o único sentido.
Assim, eu totalmente em Ti
E Tu em mim
Assim, eu a Ti
E Tu... E Tu... E Tu...
Simplesmente Tu.

Emanuel Tadeu

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