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Confiar

Confiar ... significa colocar o coração...

5 de Novembro

De repente abri os olhos Estava defronte a um grande lago Aproximei-me de sua margem e ao inclinar-me contemplei o espelho na água Vi todos os vinte e um anos passados Vi pessoas, fatos, histórias Ri, chorei, agradeci, senti saudades, rezei, cantei, me alegrei... Contemplei e silenciei... Ao levantar os olhos Pairando no horizonte minhas utopias Vi dois patinhos navegando no singular lago.

Uma reflexão sobre a vida

Como as árvores desfolham no outono para na primavera voltar à vida Como o sol que se põe ao entardecer para na aurora ressurgir fulgurante Como o dia que se finda na esperança de um novo amanhecer Assim é a vida humana: Tempo muito breve para amar Período para viver a verdadeira felicidade Ocasião para fazer o bem Época de deixar rastros de céu na vida das pessoas Momento de construir amizades que permanecerão para sempre em nosso âmago Mas há um tempo em que isso silencia Um momento profícuo em que dois corações e duas vidas se separam terrenamente Essa ocasião é a morte terrena! A saudade domina, mas não a tristeza A lembrança dos bons momentos inunda o coração agradecido A gratidão toma seu lugar no mais íntimo de nosso ser Mas por que não entristecer? Qual o motivo de não se revoltar? A mão de Deus nos ampara A certeza da ressurreição nos consola Cantemos! Brademos! A Vida venceu a morte! Por isso, não percamos tempo ...

Arcanos da Morte

(Imagem: arquivo pessoal) Desinquieta criatura Caminha sem um ritmo Vaga no mundo Anda sem destino. Ó Morte, onde estás? Por onde andas? Qual o próximo lugar? Onde vais pernoitar? Por que nos leva sem avisar? Qual motivo de tal crueldade? Estava há pouco ali Agora não mais sorri. Não és tua a culpa Mas tão somente nossa Pois não sabemos conviver Choramos amigos Os quais não tivemos tempo de rever. Abraços não dados Sorrisos não correspondidos Perdão não consentido Coração arrependido. Perdoa nossa dureza Encontra-nos preparados Leva-nos a Deus Alegria de Filhos amados. Ó Morte, nossa irmã Não assustas tanto Quem vive de acordo Com o saber santo. Descansa em paz! No suave adormecer Espero, um dia, tua visita Descalço em meu ser. Emanuel Tadeu #arcanosdamorte #morte #finitude #serhumano #viver #utopiadoviver

Não 'procupa', filhinha, Papai vai voltar!!!

   Estava eu em uma viagem e, como de costume, no primeiro banco do ônibus. Ali eu contemplava a paisagem e refletia tantas coisas que passavam em minha mente, quando o ônibus se aproximou de um caminhão de pequeno porte. Observei que no para-choque daquele veículo havia uma frase: “Não procupa, filhinha, Papai vai voltar”. Percebi que tanto o motorista como o cobrador comentavam sobre aquela frase. Também comecei a refletir sobre ela.    Que mensagem comovente, pensava eu, um pai, saindo para trabalhar, dirigia a sua filha dizendo que voltará. Provavelmente, a filha sempre o perguntava: “Papai, o senhor volta né?” e ele respondia afetuosamente: “Não procupa, filhinha, Papai vai voltar”. E pegava a estrada com os olhos banhados em lágrimas pedindo a Deus que o trouxesse para junto de sua família após o trabalho. Assim respondia tantas vezes até ter a ideia de colocar no para-choque de seu caminhão. Que gesto de amor, refletia eu. Foi quando percebi que não...

Páginas de um Povo

Dos Croatas e Puris, Bandeirada de Manoel de Melo, Marcou o ponto de espera, Para aguardar seus chefes. Encantou-se pela região, Ali fez sua habitação, Construiu sua fazenda, Cultivou plantações. Nasceu o povoado, Queremos uma capela! Será para Senhora da Piedade! O bispo de Mariana deu concessão. Primeiro sumiu a permissão, Desavença com Francisco Rego, Novamente solicitado, O pedido foi novamente concedido. Em 1760, demarcaram o lugar, O povo receberia sua capela. Frente voltada para o leste, Cinco anos de construção. Enfim terminada, Primeira missa no natal, Dezembro de 1765, Padre Manuel Ribeiro Taborda. Distrito de Piranga, Depois Nossa Senhora da Piedade da Boa Esperança, Enfim chegou ao consenso, Cidade de Rio Espera. Do vilarejo à cidade, Da capela à Matriz, O povo rioesperense, Na simplicidade é feliz. Cidade pequena, Lar das famílias, Tem Maria como protetora, Ó Senhora da Piedade...

Uma questão de ótica

(Fonte: Internet) Era uma vez uma floresta. Nela viviam muitos animais. Certo dia houve uma eleição e a coruja foi eleita pelos animais como sua representante. A coruja foi considerada honesta, digna do cargo para o qual foi eleita. Um dia a raposa procurou a coruja. Ao chegar à árvore em que ela trabalhava, chamou-a e disse: "Preciso de um favor". "Diga qual é", respondeu com atenção a coruja. "Necessito de madeira para construir um paiol." "Um paiol?", indagou a ave. "Sim, quero guardar alimentos das minhas plantações para ter o bastante para meu sustento", respondeu a raposa. A coruja ficou pensativa, pois sabia que os recursos da comunidade deveriam ser investidos no bem de todos e não somente de um membro, tendo como exceção os momentos de enfermidade e outras circunstâncias necessárias. A coruja pensou e disse: "Prezada raposa, sei que você quer construir um paiol para estocar alimento, mas estamos ...