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Memento mori

A morte mora ao lado É uma vizinha Mora na casa do lado da minha Vizinha discreta, silenciosa Nunca a vejo As janelas de sua casa vivem fechadas Cortinas baixadas Portas cerradas Jardim regado Um dia ela partirá de sua casa Sairá pela porta da frente Caminhará rumo a minha porta Não vai adiantar tentar fugir Só tenho uma alternativa Descer as escadas Recebê-la na porta E dizer: pode entrar! Emanuel Tadeu

Metanóia

3º Domingo da Quaresma

Confiar

Confiar ... significa colocar o coração...

5 de Novembro

De repente abri os olhos Estava defronte a um grande lago Aproximei-me de sua margem e ao inclinar-me contemplei o espelho na água Vi todos os vinte e um anos passados Vi pessoas, fatos, histórias Ri, chorei, agradeci, senti saudades, rezei, cantei, me alegrei... Contemplei e silenciei... Ao levantar os olhos Pairando no horizonte minhas utopias Vi dois patinhos navegando no singular lago.

Uma reflexão sobre a vida

Como as árvores desfolham no outono para na primavera voltar à vida Como o sol que se põe ao entardecer para na aurora ressurgir fulgurante Como o dia que se finda na esperança de um novo amanhecer Assim é a vida humana: Tempo muito breve para amar Período para viver a verdadeira felicidade Ocasião para fazer o bem Época de deixar rastros de céu na vida das pessoas Momento de construir amizades que permanecerão para sempre em nosso âmago Mas há um tempo em que isso silencia Um momento profícuo em que dois corações e duas vidas se separam terrenamente Essa ocasião é a morte terrena! A saudade domina, mas não a tristeza A lembrança dos bons momentos inunda o coração agradecido A gratidão toma seu lugar no mais íntimo de nosso ser Mas por que não entristecer? Qual o motivo de não se revoltar? A mão de Deus nos ampara A certeza da ressurreição nos consola Cantemos! Brademos! A Vida venceu a morte! Por isso, não percamos tempo ...

Arcanos da Morte

(Imagem: arquivo pessoal) Desinquieta criatura Caminha sem um ritmo Vaga no mundo Anda sem destino. Ó Morte, onde estás? Por onde andas? Qual o próximo lugar? Onde vais pernoitar? Por que nos leva sem avisar? Qual motivo de tal crueldade? Estava há pouco ali Agora não mais sorri. Não és tua a culpa Mas tão somente nossa Pois não sabemos conviver Choramos amigos Os quais não tivemos tempo de rever. Abraços não dados Sorrisos não correspondidos Perdão não consentido Coração arrependido. Perdoa nossa dureza Encontra-nos preparados Leva-nos a Deus Alegria de Filhos amados. Ó Morte, nossa irmã Não assustas tanto Quem vive de acordo Com o saber santo. Descansa em paz! No suave adormecer Espero, um dia, tua visita Descalço em meu ser. Emanuel Tadeu #arcanosdamorte #morte #finitude #serhumano #viver #utopiadoviver